
A inflação para a terceira idade, que considera os preços para brasileiros maiores de 60 anos, encerrou o ano passado em 6,19%, nível abaixo da alta geral de preços de 6,36% medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor). Os dados foram divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quinta-feira (12).
Inflação oficial é a maior desde 2004
O nível da inflação para os idosos de 2011, que é calculada pelo IPC-3i (Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade), também ficou abaixo do registrado em 2010, quando os preços para este público subiram, em média, 6,27%.
Os itens que mais subiram para os maiores de 60 anos em 2011 foram tarifa de água e esgoto, que aumentou 8,2%; plano e seguro de saúde, com alta de 7,87%; aluguel residencial, 7,75% mais caro; condomínio residencial, que subiu 7,5%; e a conta de luz, cuja alta ficou perto de 5,5% em 2011.
Por outro lado, a terceira idade sentiu um alívio no bolso na hora de comprar alho, que ficou 35,8% mais barato em 2011, e a laranja pera, cujo preço diminuiu 22,6% em média.
Também estão menos salgados os peços do abacaxi, limão e batata-inglesa.
Na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2011, os preços para os idosos aumentaram em ritmo maior que o verificado para todas as outras categorias juntas - alta de 1,67% contra 1,59% do índice global.
Neste recorte, os vilões foram a alimentação, cujos produtos subiram 2,3%, gastos com educação e com vestuário (roupas e calçados).
Vale destacar a alta da carne de boi, de quase 10%, e passagem aérea, que aumentaram 24,5% nos últimos três meses de 2011.
Fonte:R7.com